Todas as canções
- Ano
- 2026
- Autoria
- Jorge Caetano · Isaias de Oliveira
- Estado
- Em produção
Como essa canção nasceu
A letra é do Isaias de Oliveira, amigo que conheci na Comuna SBC. Durante um tempo trocamos e-mails e, depois, mensagens: letras, poesias, rascunhos, ideias soltas. Num desses dias ele me mandou "Todas as canções". Musiquei alguns anos atrás, e a canção ficou guardada.
Ela voltou depois do acidente, no meio da recuperação. Tem uma frase na letra — em minhas canções procuro mostrar que o homem sem Deus nada é — que eu tinha cantado antes de saber quanto ela custava. Naquele período, deixou de ser verso e passou a descrever o que eu estava vivendo.
No hospital, num momento difícil, o Isaias foi me visitar. Não fez discurso sobre fé nem tentou explicar o que estava acontecendo comigo. Chegou leve, falando dos projetos dele, da arte, das ideias que tinha em mãos. Foi isso que ficou: ele inteiro, com o que carrega, sem precisar dizer.
Foi aí que a canção encontrou o tamanho que tem hoje. O assunto continua o mesmo; o que mudou foi a distância entre falar e viver. A boca fala do que o coração está cheio — e, muitas vezes, o jeito de alguém viver diz mais do que o que essa pessoa escreve.
Hoje não nos falamos todo dia. Quando a gente se encontra, é o mesmo Isaias: simples, pé no chão. A letra veio dele, a melodia é minha, e o significado veio depois, do que aconteceu no meio.
Letra
Pra demonstrar o que sinto Pra repartir o que recebi Ao conhecer o sentido da vida Eu canto...
Pra demonstrar meu prazer Em todo lugar, a qualquer momento, A toda voz, ou em pensamento, Eu canto...
Em minhas canções procuro mostrar Que o homem sem Deus nada é. E que não há coisa melhor que louvar a Deus Em quem pus a minha fé.
Pra teu louvor, Senhor, Tenho tantas razões, tantas razões. Pra teu louvor, Senhor, Todas as minhas canções, as minhas canções.
No livro
É o Interlúdio I de Quando a Vida Quebrou, logo depois da Parte IV — Uma vida nova.
Créditos
Jorge Caetano e Isaias de Oliveira — composição.